Odilon Wagner

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Odilon Wagner



Com os políticos na mira, o ator com mais de 30 anos de profissão, ele também é consultor em comunicação para políticos e, embora seja petista de coração, atuou nas campanhas de FHC e José Serra.

Trabalhar com entrega, sinceridade e forte carga de emoção. Acreditar e ter conhecimento do que está dizendo.

Ser disciplinado e autêntico. Com mais de 30 anos de carreira, o ator Odilon Wagner, 49, não transmite estes conselhos apenas a novos colegas de profissão.

Entre seus ouvintes estão profissionais respeitados no cenário nacional.

Pessoas como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-ministro José Serra, senadores, deputados, governadores e prefeitos.

É que, além de ser artista, Odilon também é consultor em comunicação.

Em época de eleições, seu palco é o bastidor de campanhas eleitorais, em que presta assessoria ao candidato.

"Desenvolvo as potencialidades individuais para fazer as pessoas crescerem na sua capacidade de comunicação."

O trabalho é baseado em sua experiência como ator e é mais profundo que técnicas de oratória.

Odilon faz com que a pessoa embarque numa viagem interior e construa um personagem real tirado de si mesmo.

"Para isso, é preciso descobrir suas referências pessoais e aspectos de sua personalidade. A melhor comunicação é a verdadeira."

Já são 20 anos nessa área.

Militante do PT, o ator começou assessorando Eduardo Suplicy.

Ultrapassou as fronteiras do partido do coração, hoje atende mais a outras siglas do que ao próprio PT, e é conhecido na cena política como uma espécie de guru.

Ajudar a eleger ex-opositores não o perturba mais.

"Quando resolvi isso na minha cabeça, comecei a trabalhar profissionalmente", lembra ele, que parou de apoiar publicamente o PT no início dos anos 90.

Ano passado, foi chamado para preparar José Serra para a campanha presidencial. O auxílio ao ex-ministro, contudo, durou pouco tempo.

"A paciência dele se esgotou", conta Odilon. O ator acha que a desistência foi determinante para que Serra perdesse as eleições.

"Ele tem capacidade para ganhar de qualquer um em qualquer momento.Tem história, conteúdo e comprometimento, mas não acreditava que era importante ter uma pessoa para ajudá-lo a se comunicar com o público. É um trator na forma de se comunicar."

Durante a campanha, o ator trabalha com o marqueteiro.

É dele a responsabilidade de fazer o candidato comprar a idéia e administrá-la de maneira verdadeira. Odilon também dirige o postulante no programa eleitoral na tevê e o pre-para para debates.

Ele se reserva, porém, o direito de selecionar os casos em que vai atuar. "Não trabalho com candidatos nos quais eu não acredito."

Principalmente ao preparar pessoas que serão questionadas em CPIs, outro papel desempenhado por ele.

Há três anos, seu objetivo era ajudar o ex-secretário-geral da Presidência do governo FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira, a enfrentar uma sabatina no Congresso para se proteger da acusação de que participara do escândalo do desvios de verbas na obra do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.

Chamado apenas três dias antes do depoimento de seu cliente, cabia a Odilon a missão de aliviar a pressão sobre ele.

"Eu estava vivendo um momento de muita tensão. E sou tímido. Falar em público sempre gerou mal-estar em mim", diz Eduardo Jorge.

O trabalho de Odilon foi resgatar a auto-estima dele. "Era a construção de um homem que estava ferido no seu íntimo, em um guerreiro pronto para a luta."

Eduardo Jorge lembra que o ator agiu como advogado do diabo, inquirindo-o para avaliar se ele tinha a firmeza e a certeza do que falaria.

"A provocação foi tamanha que acabei explodindo e voltei a ter um nível de tensão normal de uma situação de exposição pública. O trabalho do Odilon foi fundamental", diz Eduardo Jorge, que também contou com a ajuda de um psiquiatra e de florais de Bach, receitados pelo ator, para enfrentar o turbilhão. Ao fim das investigações, o ex-secretário foi absolvido.

 Tipos de Trabalho

- Moderador de Debates
- Presença Vip
- Política -