Alexandre Kalache

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Alexandre Kalache



O médico e gerontólogo Alexandre Kalache é co-presidente da Global Alliance of International Longevity Centres e preside o Centro Internacional de Longevidade Brasil (International Longevity Centre Brazil - ILC-BR).

É PhD em epidemiologia pela Universidade de Oxford, fundador da Unidade de Epidemiologia do Envelhecimento da Universidade de Londres e criador do primeiro mestrado em Promoção da Saúde da Europa.

Kalache dirigiu o Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde concebeu e publicou, em 2002, o Marco Político do Envelhecimento Ativo e, em 2005, a iniciativa Cidades Amigas do Idoso.

Os dois referenciais são conhecidos e aplicados mundialmente. Em todo o mundo, mais de mil iniciativas já incorporam a abordagem "amigável ao idoso" às políticas públicas de cidades, comunidades, estados, bairros, hospitais, unidades de atenção primária, entre outras.

Alexandre Kalache integra conselhos em diversas partes do mundo, atua como consultor em diferentes países e é professor em cinco universidades no exterior.

 

"A Revolução da Longevidade - implicações para a sociedade como um todo.

 Nos últimos 50 anos o brasileiro ganhou em torno e 30 anos de expectativa de vida. Hoje contamos com cerca de 14% de pessoas com mais de 60 anos em nossa população, antes de 2050 esta proporção chegará a mais de 30%. Somente um país no mundo chegou a este marco simbólico - o Japão, portanto o país mais envelhecido do mundo. O Brasil será um grande Japão nas próximas três décadas. 

 Países desenvolvidos primeiro enriqueceram para depois envelhecerem. O Brasil - hoje com 28 milhões de idosos, em 2050 serão 64 milhões - está envelhecendo mais rapidamente do que países ricos no passado, grande percentagem deles envelhecendo em pobreza.

 É neste contexto que precisaremos nos preparar para o envelhecimento o que implica em um esforço coletivo no nível de:

 Preparo individual, a responsabilidade de cada um de adotar estilos de vida saudáveis e, sempre que possível pensar nas finanças e na previdência

  1. Setor público, adequando e implementando políticas que possibilitem às pessoas manterem-se acima do limiar da incapacidade, promovendo o aprendizado ao longo da vida (para que as pessoas continuem produtivas e se adaptando à Revolução Tecnológica que já experimentamos)
  2. Setor privado - pois os recursos para políticas sociais, já sabemos, estão sob pressão e não vão dar conta isoladamente
  3. Mídia - que necessita ser incentivada a abordar o tema "envelhecimento" de forma apropriada, difundindo conceitos e aumentando a percepção da população de que envelhecimento é um tema que concerne a todos (vide meu programa semanal há mais de três anos, o CBN50+)
  4. Sociedade Civil - incentivando práticas sustentáveis e fazendo a "advocacy" para que a Longevidade penetre em todos os setores.


Costumo dizer que para envelhecer bem é necessário acumular os 4 capitais que tanto influenciam nossa trajetória. Que deixou de ser uma corrida de cem metros (vidas curtas!! ) para se transformar em uma maratona:  o capital vital (saúde), de conhecimentos (aprendizado ao longo da vida), de relacionamentos (contarmos com amigos, familiares, vizinhos...que nos deem suporte e nos assistam quando necessário for ) e o capital financeiro (para aqueles com o privilégio de o poderem fazer...em um país com as taxas de desemprego que temos hoje, não está fácil).

 Além disso é necessário ter PROPÓSITO, que nos anima, o que nos tira da cama de manhã com vigor, a que viemos, que legado queremos deixar.

Temas de Palestras

- Produtividade na Longevidade
- Terceira Idade com Qualidade de Vida

AT 09-08