Como culturas ágeis e inovadoras lidam com os erros?

Como culturas ágeis e inovadoras lidam com os erros?


Nas minhas imersões de Inovação no Vale do Silício, Dubai e este ano em Israel, constatei um padrão comum nas startups e organizações com cultura ágil: eles lidam com o erro de uma forma mais madura e assertiva. 

Quando descobrem um erro num processo interno ou na entrega de um produto para seus clientes, eles rapidamente analisam e rastreiam sistemicamente a cadeia de processos para descobrir quem foi o responsável, não com o intuito de punir, mas com o objetivo de assumir a causa, destravar o emaranhamento e resolver rapidamente o problema.

Por aqui, há um costume de trabalhar os sintomas e não investigar as causas. Ao invés de assumirmos nossa parte da responsabilidade e corrigir rapidamente as falhas, delegamos as mesmas para outros, mesmo que estejam na nossa alçada. 

Nos protegemos em feudos e travamos batalhas para proteger nossos interesses departamentais, e não proteger as promessas feitas aos clientes. 

O mindset e cultura ágil fomenta o engajamento e protagonismo para descobrir imediatamente onde estão os erros no processo, pois o próprio responsável, com alto nível de maturidade pessoal e profissional, faz questão de assumí-lo. E na sequência, se prontifica a corrigi-lo, pois o design centrado no cliente não é um mero discurso. 

E os pares são empáticos é altamente colaborativos. Oferecem-se para ajudar e corrigir rapidamente toda e qualquer falha, a fim de cumprir os prazos e níveis de qualidade dos produtos, serviços e experiências prometidas aos clientes. 

A valorização dessas organizações aumentam consideravelmente quando fazem escolhas melhores e se recuperam das erradas mais depressa.


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